Pessoal,
Desculpem tanta falta.
Meu baby lindo nasceu, a vida está louca e ando com pouca vontade de postar por aqui.
Adoro ser mãe vinte e quatro horas, mas também sou mulher com tantos outros papéis e tantos outros assuntos. E como o Canela com Pimenta é mais eclético que o Estrada de Jujubas, olha eu por lá outra vez!
17 de dezembro de 2011
4 de agosto de 2011
Café com leite
Taly brincando de esconde-esconde:
- Mãe, me procura?
- Ai, ai, alguém viu a Taly? (sabendo, claro, onde ela está)
Procuro no banheiro
- Mamãe, a Taly não está no banheiro
Procuro no meu quarto
- Mamãe, a Taly não está no quarto
- Puxa, cadê a Taly?
- Atrás do armário, mamãe!!
- Mãe, me procura?
- Ai, ai, alguém viu a Taly? (sabendo, claro, onde ela está)
Procuro no banheiro
- Mamãe, a Taly não está no banheiro
Procuro no meu quarto
- Mamãe, a Taly não está no quarto
- Puxa, cadê a Taly?
- Atrás do armário, mamãe!!
13 de julho de 2011
"Mães à Obra"
Pessoal,
Sou fã do site 'Mães à Obra", que faz um trabalho sério e super bacana, cheio de dicas deliciosas para nós, mamães.
E vejam quem está por lá esta semana...: nós!
Não deixem de conferir!
Sou fã do site 'Mães à Obra", que faz um trabalho sério e super bacana, cheio de dicas deliciosas para nós, mamães.
E vejam quem está por lá esta semana...: nós!
Não deixem de conferir!
12 de julho de 2011
Sujeira x Limpeza
Já contei aqui sobre minha frescura crônica.

Pois bem, tentando não repetir a dose. Vejam que delícia a pequena anda aprontando
Espero que dê certo, uma vez que a verdadeira carga genética dela teima constantemente em aparecer
Os terríveis dois anos
E os terríveis dois anos chegaram.
Quando você acha que está tudo ótimo, dentro das expectativas e que anda fazendo um ótimo trabalho na educação de sua filha, lá vem ela numa explosão súbita de personalidade.
Respostas prontas para absolutamente tudo, frases que ela capta no ar e repete quando você menos espera e - ai - as atitudes desafiadoras, que servem somente para testar nossos limites.
E nós, mães da era 'super nanny' tentando sempre conciliar bronca e compreensão. Particularmente, apesar de encher sempre a pequena de apertos, amassos e elogios, me considero bastante dura. Não tolero birra ou falta de educação, mas não nego que tem alguns dias em que deito na cama e me questiono se valeram as últimas horas passadas somente tentando impor limites.
E dificulta ainda a comparação. Em casa, há regras de horário, arrumação e respeito. Mas nem sempre elas existem com os coleguinhas com quem a Taly convive. E não é fácil fazê-la entender isso. É a história que se repete... quem não teve uma mãe que disse "se o fulano se atirar da ponte, você vai junto?".
Não é fácil educar. Criamos nossas verdades absolutas, acreditando fazer o melhor para nossos pequenos, mas a verdade é que só teremos a resposta lá na frente.
Espero poder criar minha pequena para ser uma pessoa amada, com o coração gigante e que saiba respeitar as pessoas com quem convive. Mas espero acima de tudo, que com isso, ela possa ser feliz.
Quando você acha que está tudo ótimo, dentro das expectativas e que anda fazendo um ótimo trabalho na educação de sua filha, lá vem ela numa explosão súbita de personalidade.
Respostas prontas para absolutamente tudo, frases que ela capta no ar e repete quando você menos espera e - ai - as atitudes desafiadoras, que servem somente para testar nossos limites.
E nós, mães da era 'super nanny' tentando sempre conciliar bronca e compreensão. Particularmente, apesar de encher sempre a pequena de apertos, amassos e elogios, me considero bastante dura. Não tolero birra ou falta de educação, mas não nego que tem alguns dias em que deito na cama e me questiono se valeram as últimas horas passadas somente tentando impor limites.
E dificulta ainda a comparação. Em casa, há regras de horário, arrumação e respeito. Mas nem sempre elas existem com os coleguinhas com quem a Taly convive. E não é fácil fazê-la entender isso. É a história que se repete... quem não teve uma mãe que disse "se o fulano se atirar da ponte, você vai junto?".
Não é fácil educar. Criamos nossas verdades absolutas, acreditando fazer o melhor para nossos pequenos, mas a verdade é que só teremos a resposta lá na frente.
Espero poder criar minha pequena para ser uma pessoa amada, com o coração gigante e que saiba respeitar as pessoas com quem convive. Mas espero acima de tudo, que com isso, ela possa ser feliz.
Queridos leitores,
Obrigada por todos os recados. Sumi, eu sei.
Ando um tanto sem inspiração para escrever. Achava que o momento 'mãe em período integral' agitaria meus dedos no blog, mas aconteceu justamente o contrário.
Então cá estou eu, tentando atualizar as novidades para poder recomeçar.
Com a gravidez está tudo ótimo e dentro de um mês meu pequeno deve chegar. Enquanto isso, tento deixar tudo pronto: quarto arrumado, roupinhas lavadas, etc, etc. Fora preparar a Taly para a transição de filha única a filha mais velha, o que ela está levando numa boa. Por enquanto, pelo menos.
Volto com novidades. Até mais.
Obrigada por todos os recados. Sumi, eu sei.
Ando um tanto sem inspiração para escrever. Achava que o momento 'mãe em período integral' agitaria meus dedos no blog, mas aconteceu justamente o contrário.
Então cá estou eu, tentando atualizar as novidades para poder recomeçar.
Com a gravidez está tudo ótimo e dentro de um mês meu pequeno deve chegar. Enquanto isso, tento deixar tudo pronto: quarto arrumado, roupinhas lavadas, etc, etc. Fora preparar a Taly para a transição de filha única a filha mais velha, o que ela está levando numa boa. Por enquanto, pelo menos.
Volto com novidades. Até mais.
15 de fevereiro de 2011
Como segunda gravidez é diferente.
Na primeira, minha vida era completamente outra. Eu trabalhava o dia inteiro, mas com bastante tempo livre para cuidar de mim. Na época eu achava que não, que não sobrava um segundo sequer. Mas hoje, como mãe, eu não entendo como não aproveitava tanta ociosidade.
Mas enfim, eu trabalhava e ia para a drenagem linfática. Trabalhava e tinha hidroginástica para gestantes. Trabalhava e sentava nos intervalos para um delicioso chocolate quente curtindo minha barriga e meus planos para o bebê que estava por vir.
Agora parei de trabalhar. Em termos.
Ser mãe em tempo integral é um trabalho e tanto. Delicioso, mas cansativo. E sem horário comercial ou final de semana.
Sendo assim, eu não faço drenagem linfática, não faço hidroginástica e não tomo chocolate quente. Mas carrego peso, rolo no chão e como os restos de frutinhas amassadas.
E a gente se divide como dá, entre um serzinho que precisa de cuidados dentro de mim e outro, fora, que exige atenção e carinho também em tempo integral.
Meu 'dolce far niente' se resume a pés para cima no início da noite. E como mãe de segunda viagem, eu sei como em breve sentirei saudades destes poucos minutos que sejam.
E também com a experiência, eu sei: mais alguns meses, mesmo sem tempo algum para mim, eu nunca terei sido tão feliz.
Na primeira, minha vida era completamente outra. Eu trabalhava o dia inteiro, mas com bastante tempo livre para cuidar de mim. Na época eu achava que não, que não sobrava um segundo sequer. Mas hoje, como mãe, eu não entendo como não aproveitava tanta ociosidade.
Mas enfim, eu trabalhava e ia para a drenagem linfática. Trabalhava e tinha hidroginástica para gestantes. Trabalhava e sentava nos intervalos para um delicioso chocolate quente curtindo minha barriga e meus planos para o bebê que estava por vir.
Agora parei de trabalhar. Em termos.
Ser mãe em tempo integral é um trabalho e tanto. Delicioso, mas cansativo. E sem horário comercial ou final de semana.
Sendo assim, eu não faço drenagem linfática, não faço hidroginástica e não tomo chocolate quente. Mas carrego peso, rolo no chão e como os restos de frutinhas amassadas.
E a gente se divide como dá, entre um serzinho que precisa de cuidados dentro de mim e outro, fora, que exige atenção e carinho também em tempo integral.
Meu 'dolce far niente' se resume a pés para cima no início da noite. E como mãe de segunda viagem, eu sei como em breve sentirei saudades destes poucos minutos que sejam.
E também com a experiência, eu sei: mais alguns meses, mesmo sem tempo algum para mim, eu nunca terei sido tão feliz.
Bebê a bordo. Mais um.
E a família vai crescer.
Mais um bebê amado, fofo, gostoso está a caminho para encher nossa casa de amor e deixar nossas vidas deliciosamente de pernas pro ar.
Mais um bebê amado, fofo, gostoso está a caminho para encher nossa casa de amor e deixar nossas vidas deliciosamente de pernas pro ar.
19 de janeiro de 2011
De ficar bege
O puerpério. Somente alguns meses após seu fim é possível imaginar quantos capítulos ele não renderia no extinto e saudoso 'Comédias da vida privada'.
As crises de nervos, de sono e o mais temido de todos: a crise do soutien.
Ou seja, você está um bagaço, cheira a leite e se esforça muito para passar um rímel, quando abre a gaveta e encontra aquela beleza bege. É uma crise de auto-estima e em casos mais graves, de relacionamento, quando 'meu amor' vira 'papai' e 'minha linda' vira 'mamãe'.
Pois se você anda traumatizada e sem coragem de abandonar a cartela de pílulas para aumentar a família, saiba que o mercado nos escutou. A Darling está com uma coleção charmosíssima sem partir para o estilo femme fatale (que convenhamos, seria meio hipócrita nesta fase), com cores suaves e estampa linda.
Eu tive a oportunidade de conhecer a próxima coleção (ainda no forno) e enlouqueci. É de ter vontade de engravidar amanhã.
Não deixe de conhecer... nas franquias da marca e nas melhores lojas especializadas do país.
http://www.darling.com.br/
As crises de nervos, de sono e o mais temido de todos: a crise do soutien.
Ou seja, você está um bagaço, cheira a leite e se esforça muito para passar um rímel, quando abre a gaveta e encontra aquela beleza bege. É uma crise de auto-estima e em casos mais graves, de relacionamento, quando 'meu amor' vira 'papai' e 'minha linda' vira 'mamãe'.
Pois se você anda traumatizada e sem coragem de abandonar a cartela de pílulas para aumentar a família, saiba que o mercado nos escutou. A Darling está com uma coleção charmosíssima sem partir para o estilo femme fatale (que convenhamos, seria meio hipócrita nesta fase), com cores suaves e estampa linda.
Eu tive a oportunidade de conhecer a próxima coleção (ainda no forno) e enlouqueci. É de ter vontade de engravidar amanhã.
Não deixe de conhecer... nas franquias da marca e nas melhores lojas especializadas do país.
http://www.darling.com.br/
Made in USA
Quando a nova estação se aproxima, começa a dar aquele frio na barriga. Tchau roupas lindas-de-morrer que duram apenas alguns meses em nossos pequenos.
É hora de refazer o enxoval e esvaziar o bolso.
Pena que não moramos em países bacanérrimos que vendem roupas maravilhosas a preços que, no Brasil, conseguimos comprar apenas uma faixa de cabelo...
Mas eis que chega a Bibi, brasileira que foi habitar um dos tais paises e teve a maravilhosa idéia de montar o site 'Do Jeito da Bibi', que vende roupas lindas, de marcas que amamos e a preços que, com algum controle consumista, viabilizam uma ou outra comprinha para que nós, mães, também possamos renovar o nosso enxoval na nova estação.
Vai lá: http://www.dojeitodabibi.com.br/
É hora de refazer o enxoval e esvaziar o bolso.
Pena que não moramos em países bacanérrimos que vendem roupas maravilhosas a preços que, no Brasil, conseguimos comprar apenas uma faixa de cabelo...
Mas eis que chega a Bibi, brasileira que foi habitar um dos tais paises e teve a maravilhosa idéia de montar o site 'Do Jeito da Bibi', que vende roupas lindas, de marcas que amamos e a preços que, com algum controle consumista, viabilizam uma ou outra comprinha para que nós, mães, também possamos renovar o nosso enxoval na nova estação.
Vai lá: http://www.dojeitodabibi.com.br/
23 de dezembro de 2010
Feliz 2011
Ufa! Acabou. E cá estou eu novamente compartilhando este ano com vocês.
E que ano! Este reveillon passarei de branco. Paz, please!
Talvez meu principal aprendizado tenha sido jogar fora todas as planilhas e deletar o excel da minha lista de favoritos. A partir de agora, planejamento é dançar conforme a música.
Este ano meu coração apertou tantas vezes.
A começar pela adaptação da pequena na escolinha. Não, ela não ficou mal... ficou ó-t-i-m-a. Sem e apesar de mim. E lá estava eu, todos os dias às 16:58h na porta, esperando os longos dois minutos que faltavam para eu apertá-la e receber o maior e mais delicioso sorriso do mundo.
Mas dois meses depois, passei na UTI os piores dias da minha vida. Internar um filho é a dor mais forte que eu poderia imaginar existir. E nós, pais, vestimos uma armadura para sorrir, acalentar e tentar mostrar que está tudo bem, quando na verdade nosso coração está em frangalhos, vendo o serzinho que mais amamos ser cuidado de uma forma tão diferente da que cuidaríamos. Em hospital há pressa, há técnica, mas não há amor.
Passado o susto, com a pequena em casa, amada, beijada e ganhando montes de apertos e amassos, era hora do plano B, já que escola de novo, só com dois anos.
Só que o plano B, era babá, coisa que eu sempre fui ultra-hiper-mega contra. Mas como já venho mordendo a língua inúmeras vezes desde que me tornei mãe, assinei a carteira e treinei uma dita cuja que o tempo mostrou ser a pessoa mais pirada e mal-intencionada que já cruzou minha vida. E olha que em 2010 fiz 30 anos. E 360 meses já não é pouca história.
Pulando o capítulo delegacia, boletins de ocorrência, advogados e susto, muito susto, eis que mordi minha lingua novamente.
Sempre adorei criticar mulheres que paravam de trabalhar para serem mães em tempo integral. Que bela vida de dolce far niente, não? Não!
Filho precisa de mãe. E a minha estava precisando demais. Um pinguinho que recém apagava uma velhinha e passou por tanta coisa este ano.
Pára tudo que eu vou descer.
Trabalho a gente recupera. Vida profissional a gente retoma. Infância dos nossos filhos não. É agora. E passa muito rápido.
Tinha medo da nova descisão, mas estou feliz. E a Taly também. Em 2011 serei uma Nurit nova, que jogou fora esta história de ter que assumir mil papéis. Porque mil papéis a gente finge que assume e está sempre com a consciência pesada, sabendo que faltou um tanto aqui e outro tanto lá. Agora minha prioridade é cuidar do meu lar e dos meus amores.
Claro que em 365 dias acontece muita coisa, mas não é tudo que nos marca. E neste ano, compartilho com vocês o que me marcou e me mudou.
Como diz minha mãe, parceira especial e fundamental mais uma vez, neste ano loucura total, "na vida dá tempo pra tudo". E meu tudo agora é minha família.
Mais uma vez agradeço a você, meu grande amor, meu companheiro de vida, de sorrisos, lágrimas e de projetos. Be, te amo!
E assim, desejo que em 2011 possamos nos dedicar com amor a algum projeto especial. Eu escolhi o meu.
Feliz ano novo!
E que ano! Este reveillon passarei de branco. Paz, please!
Talvez meu principal aprendizado tenha sido jogar fora todas as planilhas e deletar o excel da minha lista de favoritos. A partir de agora, planejamento é dançar conforme a música.
Este ano meu coração apertou tantas vezes.
A começar pela adaptação da pequena na escolinha. Não, ela não ficou mal... ficou ó-t-i-m-a. Sem e apesar de mim. E lá estava eu, todos os dias às 16:58h na porta, esperando os longos dois minutos que faltavam para eu apertá-la e receber o maior e mais delicioso sorriso do mundo.
Mas dois meses depois, passei na UTI os piores dias da minha vida. Internar um filho é a dor mais forte que eu poderia imaginar existir. E nós, pais, vestimos uma armadura para sorrir, acalentar e tentar mostrar que está tudo bem, quando na verdade nosso coração está em frangalhos, vendo o serzinho que mais amamos ser cuidado de uma forma tão diferente da que cuidaríamos. Em hospital há pressa, há técnica, mas não há amor.
Passado o susto, com a pequena em casa, amada, beijada e ganhando montes de apertos e amassos, era hora do plano B, já que escola de novo, só com dois anos.
Só que o plano B, era babá, coisa que eu sempre fui ultra-hiper-mega contra. Mas como já venho mordendo a língua inúmeras vezes desde que me tornei mãe, assinei a carteira e treinei uma dita cuja que o tempo mostrou ser a pessoa mais pirada e mal-intencionada que já cruzou minha vida. E olha que em 2010 fiz 30 anos. E 360 meses já não é pouca história.
Pulando o capítulo delegacia, boletins de ocorrência, advogados e susto, muito susto, eis que mordi minha lingua novamente.
Sempre adorei criticar mulheres que paravam de trabalhar para serem mães em tempo integral. Que bela vida de dolce far niente, não? Não!
Filho precisa de mãe. E a minha estava precisando demais. Um pinguinho que recém apagava uma velhinha e passou por tanta coisa este ano.
Pára tudo que eu vou descer.
Trabalho a gente recupera. Vida profissional a gente retoma. Infância dos nossos filhos não. É agora. E passa muito rápido.
Tinha medo da nova descisão, mas estou feliz. E a Taly também. Em 2011 serei uma Nurit nova, que jogou fora esta história de ter que assumir mil papéis. Porque mil papéis a gente finge que assume e está sempre com a consciência pesada, sabendo que faltou um tanto aqui e outro tanto lá. Agora minha prioridade é cuidar do meu lar e dos meus amores.
Claro que em 365 dias acontece muita coisa, mas não é tudo que nos marca. E neste ano, compartilho com vocês o que me marcou e me mudou.
Como diz minha mãe, parceira especial e fundamental mais uma vez, neste ano loucura total, "na vida dá tempo pra tudo". E meu tudo agora é minha família.
Mais uma vez agradeço a você, meu grande amor, meu companheiro de vida, de sorrisos, lágrimas e de projetos. Be, te amo!
E assim, desejo que em 2011 possamos nos dedicar com amor a algum projeto especial. Eu escolhi o meu.
Feliz ano novo!
16 de dezembro de 2010
25 de novembro de 2010
Um lugar de mato verde
Quem me conhece sabe: sou fresca ao cubo.
Mas vim morar numa casa com muuuito verde e rodeada por terrenos mais verdes ainda, preservados pelo Ibama. Frequentemente sou visitada por lagartos enormes (pelo menos para mim, que até então tinha como referência as lagartixas), gambás, quero-queros e corujas.
Acho fofésimo, mas fecho a janela para não entrarem.
Até que resolvi dar naturalidade gaúcha à minha filha e criá-la em meio a todo este verde. Então, fecho a janela e ela grita "mama, api (abre): bichu". E se atira, sem medo, ri e bate papo com todos eles. Pisa na grama sem se importar com o que possa estar em baixo, sem nojo se a chuva tiver transformado a terra em barro, sem medo de ser feliz.
Fora da natureza, ela tem minha genética: detesta se sujar (tentei que ela não fosse assim, mas é sangue do meu sangue: só come com guardanapo para limpar a boca e engatinha recolhendo as sujeiras no chão "mama, cáca!"), mas este contato com a natureza acho maravilhoso.
Agora, quando bate a saudade das terras paulistas, penso na deliciosa infância que minha pequena está tendo e fico realizada.
Coloco ela para dormir feliz.
E vou correndo fechar as janelas.
Mas vim morar numa casa com muuuito verde e rodeada por terrenos mais verdes ainda, preservados pelo Ibama. Frequentemente sou visitada por lagartos enormes (pelo menos para mim, que até então tinha como referência as lagartixas), gambás, quero-queros e corujas.
Acho fofésimo, mas fecho a janela para não entrarem.
Até que resolvi dar naturalidade gaúcha à minha filha e criá-la em meio a todo este verde. Então, fecho a janela e ela grita "mama, api (abre): bichu". E se atira, sem medo, ri e bate papo com todos eles. Pisa na grama sem se importar com o que possa estar em baixo, sem nojo se a chuva tiver transformado a terra em barro, sem medo de ser feliz.
Fora da natureza, ela tem minha genética: detesta se sujar (tentei que ela não fosse assim, mas é sangue do meu sangue: só come com guardanapo para limpar a boca e engatinha recolhendo as sujeiras no chão "mama, cáca!"), mas este contato com a natureza acho maravilhoso.
Agora, quando bate a saudade das terras paulistas, penso na deliciosa infância que minha pequena está tendo e fico realizada.
Coloco ela para dormir feliz.
E vou correndo fechar as janelas.
5 de novembro de 2010
Se fosse bom, não era de graça
Minha pequena já está com um ano e cinco meses. Uma pequena mocinha. Fala tudo, entende tudo, meiga, carinhosa e fofa.
E as pessoas adoram perguntar "ela ainda não anda?".
Não, não anda. Vai andar, pode ter certeza.
E como se não bastasse a crítica, vem as sugestões. Sempre elas...
- Você já tentou dar andador?
- Você estimula?
- Você segura nos braços ou na axila?
Ah, esta maravilhosa enciclopédia que habita a mente alheia.
Estimulo sim, mas tenho a mais absoluta tranquilidade. Ela demorar para andar significa estar mais tempo no meu colo, mais tempo para eu curtir minha pequena mocinha.
Eu estou ótima. E ela também.
E as pessoas adoram perguntar "ela ainda não anda?".
Não, não anda. Vai andar, pode ter certeza.
E como se não bastasse a crítica, vem as sugestões. Sempre elas...
- Você já tentou dar andador?
- Você estimula?
- Você segura nos braços ou na axila?
Ah, esta maravilhosa enciclopédia que habita a mente alheia.
Estimulo sim, mas tenho a mais absoluta tranquilidade. Ela demorar para andar significa estar mais tempo no meu colo, mais tempo para eu curtir minha pequena mocinha.
Eu estou ótima. E ela também.
Mama´s SAP
Sempre fiquei intrigada com a tecla SAP que as mães tem.
Tenho um sobrinho que quando pequeno, falava palavras absolutamente ininteligíveis e lá vinha sua mãe "ele disse que quer água". Oi? Quando ele disse isso?
Ou era pura invenção, ou mais um daqueles mistérios que só a maternidade desvenda.
Hoje, alguns anos e uma filha depois, fico chocada como as pessoas não entendem as palavras claríssimas que a Taly fala.
Mama, ciá cau. Papau fofó. Ti aí. Não é absolutamente óbvio que ela disse que quer passear de carro, que a vovó mora em São Paulo e que o leite está ali?
Bom, para mim é.
Tenho um sobrinho que quando pequeno, falava palavras absolutamente ininteligíveis e lá vinha sua mãe "ele disse que quer água". Oi? Quando ele disse isso?
Ou era pura invenção, ou mais um daqueles mistérios que só a maternidade desvenda.
Hoje, alguns anos e uma filha depois, fico chocada como as pessoas não entendem as palavras claríssimas que a Taly fala.
Mama, ciá cau. Papau fofó. Ti aí. Não é absolutamente óbvio que ela disse que quer passear de carro, que a vovó mora em São Paulo e que o leite está ali?
Bom, para mim é.
7 de outubro de 2010
Profissão: mãe
Quando estava grávida, eu que sempre fui muito focada no trabalho, um tanto feminista na questão da nossa autossuficiência financeira, já fui à procura de um berçário para deixar a Taly.
A decisão pelo berçário era unânime aqui em casa e acabei optando por uma super bacana, com todos os pré-requisitos que esperávamos. A idéia era colocar a pequena já com quatro meses.
E então ela nasceu. E começou uma nova trajetória em nossas vidas onde a palavra 'planejar' adquiriu uma conotação um tanto mais etérea.
Com quatro meses ela era um pinguinho de gente. E calhou justamente numa época do ano em que meu trabalho era mais tranquilo. Resolvi esperar até os sete meses, quando ela era um pinguinho um pouco maior.
Já no berçário, começou a fase de todas as viroses do mundo. Ela ficava quatro dias bem e outros quatro doente. Com nove meses ela pegou uma bronquiolite fortíssima, com passagem pela UTI e tivemos que tirá-la do berçário. Para lá ela só volta após os dois anos.
Pânico. O trabalho urgia e promovi a moça que trabalhava em casa fazia um ano a babá. Para encurtar a história, a dita cuja surtou com direito a boletins de ocorrência, ameaças e advogado.
E assim, após muito pensar, tomamos uma decisão que antes parecia impensável para mim. Engaveto meu currículo por tempo indeterminado para tirar um 'período sabático' do trabalho, cuidar da minha pequena e do meu lar doce lar. Mais uma vez mordo a lingua, já que eu tanto criticava quem tomava esta decisão. Mas aprendi que criticar sem saber é prepotência pura.
Minha carreira espera. A infância da minha filha não. Ela precisa de mim agora. De amor de mãe, dos nossos princípios e cuidados.
E assim, inauguro - feliz da vida - uma fase deliciosa da minha vida. A da Nurit, mãe.
A decisão pelo berçário era unânime aqui em casa e acabei optando por uma super bacana, com todos os pré-requisitos que esperávamos. A idéia era colocar a pequena já com quatro meses.
E então ela nasceu. E começou uma nova trajetória em nossas vidas onde a palavra 'planejar' adquiriu uma conotação um tanto mais etérea.
Com quatro meses ela era um pinguinho de gente. E calhou justamente numa época do ano em que meu trabalho era mais tranquilo. Resolvi esperar até os sete meses, quando ela era um pinguinho um pouco maior.
Já no berçário, começou a fase de todas as viroses do mundo. Ela ficava quatro dias bem e outros quatro doente. Com nove meses ela pegou uma bronquiolite fortíssima, com passagem pela UTI e tivemos que tirá-la do berçário. Para lá ela só volta após os dois anos.
Pânico. O trabalho urgia e promovi a moça que trabalhava em casa fazia um ano a babá. Para encurtar a história, a dita cuja surtou com direito a boletins de ocorrência, ameaças e advogado.
E assim, após muito pensar, tomamos uma decisão que antes parecia impensável para mim. Engaveto meu currículo por tempo indeterminado para tirar um 'período sabático' do trabalho, cuidar da minha pequena e do meu lar doce lar. Mais uma vez mordo a lingua, já que eu tanto criticava quem tomava esta decisão. Mas aprendi que criticar sem saber é prepotência pura.
Minha carreira espera. A infância da minha filha não. Ela precisa de mim agora. De amor de mãe, dos nossos princípios e cuidados.
E assim, inauguro - feliz da vida - uma fase deliciosa da minha vida. A da Nurit, mãe.
2 de setembro de 2010
Hoje... e amanhã
Sou uma pessoa extremamente ansiosa. Sempre vivi o hoje pensando no amanhã.
Mas como ser mãe muda tudo, eis que me vejo diversas vezes desejando que o tempo pare.
Quando a Taly era um bebezinho e ainda adormecia nos meu braços, tão pequena, tão aconchegada, olhava para aquele rostinho relaxado, bafejando doce no meu rosto e me sentia absolutamente plena. Certa noite, me dei conta de que aquele momento não duraria para sempre e desejei naquele instante que o tempo parasse. Não parou, mas consegui de alguma forma gravar cada detalhe em minha memória.
E assim é. Cada surpresa, cada carinho (e a Taly é muito doce) me fazia desejar jogar fora o calendário, os compromissos e o amanhã.
Mas hoje, quando fui escovar os dentes da pequena, ela olhou para mim, acariciou meu rosto, sorriu meiga como é, me abraçou e deitou nos meus ombros. E eu consegui entender que o tempo não pode parar, pois o amanhã reserva surpresas cada vez mais incríveis e deliciosas.
E o que eu passei a desejar é saber curtir intensamente cada momento com o melhor presente que a vida me reservou.
Mas como ser mãe muda tudo, eis que me vejo diversas vezes desejando que o tempo pare.
Quando a Taly era um bebezinho e ainda adormecia nos meu braços, tão pequena, tão aconchegada, olhava para aquele rostinho relaxado, bafejando doce no meu rosto e me sentia absolutamente plena. Certa noite, me dei conta de que aquele momento não duraria para sempre e desejei naquele instante que o tempo parasse. Não parou, mas consegui de alguma forma gravar cada detalhe em minha memória.
E assim é. Cada surpresa, cada carinho (e a Taly é muito doce) me fazia desejar jogar fora o calendário, os compromissos e o amanhã.
Mas hoje, quando fui escovar os dentes da pequena, ela olhou para mim, acariciou meu rosto, sorriu meiga como é, me abraçou e deitou nos meus ombros. E eu consegui entender que o tempo não pode parar, pois o amanhã reserva surpresas cada vez mais incríveis e deliciosas.
E o que eu passei a desejar é saber curtir intensamente cada momento com o melhor presente que a vida me reservou.
18 de agosto de 2010
Dar bronca ou dar risada
A hora do jantar da pequena requer um arsenal de criatividade.
Tudo na cozinha vira brinquedo, eu encarno uma cantora de primeira e quaisquer bichinhos que avistemos pela janela ganham tanta atenção, que são quase dignos de lâmpada dicróica no Louvre.
Então, quando já não tenho mais o que inventar para conseguir algumas colheradas a mais, começa a hora dela atirar tudo o que vê pelo chão. Eu digo 'nããão', ela faz uma cara sapeca e geralmente devolve ao local de origem.
Hoje ela estava com um pato de brinquedo enorme, ameaçando jogá-lo do alto de seu cadeirão e eu repetindo 'nãããão'. Até que viro a cara, ela atira o pequeno gigante, coloca a mão na boca e completa com um 'hihihi'. Eu tentei por tudo manter o semblante seríssimo, seguido por um discurso do tipo 'eu disse que nããããão', mas caí na gargalhada.
Não deu para aguentar um ser de 75cm, descobrindo as primeiras travessuras e ainda com seu 'hihihi'.
Sei que pagarei por isso mais tarde, mas por hora, a Super Nanny que habita meu ser deitou numa rede bebendo água de côco.
Tudo na cozinha vira brinquedo, eu encarno uma cantora de primeira e quaisquer bichinhos que avistemos pela janela ganham tanta atenção, que são quase dignos de lâmpada dicróica no Louvre.
Então, quando já não tenho mais o que inventar para conseguir algumas colheradas a mais, começa a hora dela atirar tudo o que vê pelo chão. Eu digo 'nããão', ela faz uma cara sapeca e geralmente devolve ao local de origem.
Hoje ela estava com um pato de brinquedo enorme, ameaçando jogá-lo do alto de seu cadeirão e eu repetindo 'nãããão'. Até que viro a cara, ela atira o pequeno gigante, coloca a mão na boca e completa com um 'hihihi'. Eu tentei por tudo manter o semblante seríssimo, seguido por um discurso do tipo 'eu disse que nããããão', mas caí na gargalhada.
Não deu para aguentar um ser de 75cm, descobrindo as primeiras travessuras e ainda com seu 'hihihi'.
Sei que pagarei por isso mais tarde, mas por hora, a Super Nanny que habita meu ser deitou numa rede bebendo água de côco.
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