19 de janeiro de 2011

De ficar bege

O puerpério. Somente alguns meses após seu fim é possível imaginar quantos capítulos ele não renderia no extinto e saudoso 'Comédias da vida privada'.
As crises de nervos, de sono e o mais temido de todos: a crise do soutien.
Ou seja, você está um bagaço, cheira a leite e se esforça muito para passar um rímel, quando abre a gaveta e encontra aquela beleza bege. É uma crise de auto-estima e em casos mais graves, de relacionamento, quando 'meu amor' vira 'papai' e 'minha linda' vira 'mamãe'.

Pois se você anda traumatizada e sem coragem de abandonar a cartela de pílulas para aumentar a família, saiba que o mercado nos escutou. A Darling está com uma coleção charmosíssima sem partir para o estilo femme fatale (que convenhamos, seria meio hipócrita nesta fase), com cores suaves e estampa linda.
Eu tive a oportunidade de conhecer a próxima coleção (ainda no forno) e enlouqueci. É de ter vontade de engravidar amanhã.

Não deixe de conhecer... nas franquias da marca e nas melhores lojas especializadas do país.

http://www.darling.com.br/

Made in USA

Quando a nova estação se aproxima, começa a dar aquele frio na barriga. Tchau roupas lindas-de-morrer que duram apenas alguns meses em nossos pequenos.
É hora de refazer o enxoval e esvaziar o bolso.

Pena que não moramos em países bacanérrimos que vendem roupas maravilhosas a preços que, no Brasil, conseguimos comprar apenas uma faixa de cabelo...

Mas eis que chega a Bibi, brasileira que foi habitar um dos tais paises e teve a maravilhosa idéia de montar o site 'Do Jeito da Bibi', que vende roupas lindas, de marcas que amamos e a preços que, com algum controle consumista, viabilizam uma ou outra comprinha para que nós, mães, também possamos renovar o nosso enxoval na nova estação.

Vai lá: http://www.dojeitodabibi.com.br/

23 de dezembro de 2010

Feliz 2011

Ufa! Acabou. E cá estou eu novamente compartilhando este ano com vocês.
E que ano! Este reveillon passarei de branco. Paz, please!

Talvez meu principal aprendizado tenha sido jogar fora todas as planilhas e deletar o excel da minha lista de favoritos. A partir de agora, planejamento é dançar conforme a música.

Este ano meu coração apertou tantas vezes.
A começar pela adaptação da pequena na escolinha. Não, ela não ficou mal... ficou ó-t-i-m-a. Sem e apesar de mim. E lá estava eu, todos os dias às 16:58h na porta, esperando os longos dois minutos que faltavam para eu apertá-la e receber o maior e mais delicioso sorriso do mundo.
Mas dois meses depois, passei na UTI os piores dias da minha vida. Internar um filho é a dor mais forte que eu poderia imaginar existir. E nós, pais, vestimos uma armadura para sorrir, acalentar e tentar mostrar que está tudo bem, quando na verdade nosso coração está em frangalhos, vendo o serzinho que mais amamos ser cuidado de uma forma tão diferente da que cuidaríamos. Em hospital há pressa, há técnica, mas não há amor.
Passado o susto, com a pequena em casa, amada, beijada e ganhando montes de apertos e amassos, era hora do plano B, já que escola de novo, só com dois anos.
Só que o plano B, era babá, coisa que eu sempre fui ultra-hiper-mega contra. Mas como já venho mordendo a língua inúmeras vezes desde que me tornei mãe, assinei a carteira e treinei uma dita cuja que o tempo mostrou ser a pessoa mais pirada e mal-intencionada que já cruzou minha vida. E olha que em 2010 fiz 30 anos. E 360 meses já não é pouca história.

Pulando o capítulo delegacia, boletins de ocorrência, advogados e susto, muito susto, eis que mordi minha lingua novamente.
Sempre adorei criticar mulheres que paravam de trabalhar para serem mães em tempo integral. Que bela vida de dolce far niente, não? Não!
Filho precisa de mãe. E a minha estava precisando demais. Um pinguinho que recém apagava uma velhinha e passou por tanta coisa este ano.
Pára tudo que eu vou descer.
Trabalho a gente recupera. Vida profissional a gente retoma. Infância dos nossos filhos não. É agora. E passa muito rápido.
Tinha medo da nova descisão, mas estou feliz. E a Taly também. Em 2011 serei uma Nurit nova, que jogou fora esta história de ter que assumir mil papéis. Porque mil papéis a gente finge que assume e está sempre com a consciência pesada, sabendo que faltou um tanto aqui e outro tanto lá. Agora minha prioridade é cuidar do meu lar e dos meus amores.

Claro que em 365 dias acontece muita coisa, mas não é tudo que nos marca. E neste ano, compartilho com vocês o que me marcou e me mudou.
Como diz minha mãe, parceira especial e fundamental mais uma vez, neste ano loucura total, "na vida dá tempo pra tudo". E meu tudo agora é minha família.

Mais uma vez agradeço a você, meu grande amor, meu companheiro de vida, de sorrisos, lágrimas e de projetos. Be, te amo!

E assim, desejo que em 2011 possamos nos dedicar com amor a algum projeto especial. Eu escolhi o meu.

Feliz ano novo!

25 de novembro de 2010

Um lugar de mato verde

Quem me conhece sabe: sou fresca ao cubo.

Mas vim morar numa casa com muuuito verde e rodeada por terrenos mais verdes ainda, preservados pelo Ibama. Frequentemente sou visitada por lagartos enormes (pelo menos para mim, que até então tinha como referência as lagartixas), gambás, quero-queros e corujas.
Acho fofésimo, mas fecho a janela para não entrarem.
Até que resolvi dar naturalidade gaúcha à minha filha e criá-la em meio a todo este verde. Então, fecho a janela e ela grita "mama, api (abre): bichu". E se atira, sem medo, ri e bate papo com todos eles. Pisa na grama sem se importar com o que possa estar em baixo, sem nojo se a chuva tiver transformado a terra em barro, sem medo de ser feliz.

Fora da natureza, ela tem minha genética: detesta se sujar (tentei que ela não fosse assim, mas é sangue do meu sangue: só come com guardanapo para limpar a boca e engatinha recolhendo as sujeiras no chão "mama, cáca!"), mas este contato com a natureza acho maravilhoso.

Agora, quando bate a saudade das terras paulistas, penso na deliciosa infância que minha pequena está tendo e fico realizada.
Coloco ela para dormir feliz.
E vou correndo fechar as janelas.

5 de novembro de 2010

Se fosse bom, não era de graça

Minha pequena já está com um ano e cinco meses. Uma pequena mocinha. Fala tudo, entende tudo, meiga, carinhosa e fofa.
E as pessoas adoram perguntar "ela ainda não anda?".
Não, não anda. Vai andar, pode ter certeza.

E como se não bastasse a crítica, vem as sugestões. Sempre elas...
- Você já tentou dar andador?
- Você estimula?
- Você segura nos braços ou na axila?
Ah, esta maravilhosa enciclopédia que habita a mente alheia.

Estimulo sim, mas tenho a mais absoluta tranquilidade. Ela demorar para andar significa estar mais tempo no meu colo, mais tempo para eu curtir minha pequena mocinha.

Eu estou ótima. E ela também.

Mama´s SAP

Sempre fiquei intrigada com a tecla SAP que as mães tem.
Tenho um sobrinho que quando pequeno, falava palavras absolutamente ininteligíveis e lá vinha sua mãe "ele disse que quer água". Oi? Quando ele disse isso?
Ou era pura invenção, ou mais um daqueles mistérios que só a maternidade desvenda.

Hoje, alguns anos e uma filha depois, fico chocada como as pessoas não entendem as palavras claríssimas que a Taly fala.
Mama, ciá cau. Papau fofó. Ti aí. Não é absolutamente óbvio que ela disse que quer passear de carro, que a vovó mora em São Paulo e que o leite está ali?

Bom, para mim é.